Entrevista · Programa Adelor Lessa
Antes do prompt executado, existe a gente
Na manhã de 04 de novembro de 2026, Carlos Alberto Costa Barata — Beto Barata, Head de Operações e CX da Cacto — e Fernando Maragno, sócio e Head de Cultura e Marca, participaram do Programa Adelor Lessa, na Rádio Som Maior, em Criciúma. A conversa girou em torno de marca, comunicação regional e do lugar da inteligência artificial no trabalho de uma agência que, há mais de duas décadas, atua no sul de Santa Catarina.
Por Cacto Publicidade · Publicado em

O apresentador abriu a participação situando a Cacto no mapa local e no momento atual da comunicação. “Estou recebendo aqui hoje o Fernando e o Beto, são sócios da Cacto Publicidade, a agência Cacto tem mais de 20 anos de história no mercado publicitário do sul de Santa Catarina. E a Cacto Publicidade está agora com um olhar novo, a agência coloca a inteligência artificial no processo e mantém o olhar humano no centro das decisões da marca”, disse Adelor Lessa.
Do analógico ao digital — sem perder a essência
Beto lembrou o caminho percorrido pela agência. “A gente está aí de 23 para 24 anos, são muitas mudanças que a gente pegou no mundo analógico para o mundo digital.” Nesse intervalo entraram rede social, novos formatos e, agora, ferramentas de inteligência artificial usadas no dia a dia — muitas vezes de forma fragmentada, cada pessoa com um pedaço da tecnologia para uma tarefa.
Fernando Maragno reforçou que a transformação não é novidade para quem vive de comunicação. “A gente viveu uma série de transformações nesses vinte e tantos anos, teve ascensão de rede social, teve uma série de coisas, tudo vai mudando, a essência da comunicação continua a mesma.” A frase resume o fio da conversa: o meio muda; o trabalho de construir marcas e relações com o público permanece.
Há, ele reconheceu, temor do desconhecido — e, com ele, resistência. A postura da Cacto, segundo Fernando, foi outra: “a gente entendeu dentro da agência que a melhor forma não é resistir, a melhor forma é encarar o bicho de frente e tentar fazer do limão limonada.”
Cacto Flow: ferramentas integradas às metodologias
É nesse ponto que entra o Cacto Flow. Beto descreveu como a agência passou a organizar o uso de inteligência artificial no trabalho interno. “A gente começou a implantar uma série de ferramentas de IA dentro do nosso uso diário da Cacto e fomos criando um ecossistema integrado às nossas metodologias, o que a gente está chamando de Cacto Flow.”
O que muda, na prática, não é o rótulo da ferramenta, e sim a forma de executar. “Cacto Flow hoje é um ecossistema que a gente integra uma série de ferramentas dentro daquilo que a gente executava, só que permite muito mais agilidade no trabalho e muito mais profundidade, à medida que a gente consegue trazer um volume de informações muito maior pra execução dos trabalhos.”
Agilidade e profundidade, no entanto, não transformam a Cacto em “agência de IA”. Beto foi explícito: “não cria um selo, não cataloga a agência como uma agência de IA, ao contrário, a gente segue na nossa essência de trabalhar para marcas.” A posição ecoa a história da casa — full service voltada ao posicionamento de marca, e não a um único segmento ou a um único modelo de entrega.
Antes do prompt, a gente — e o localismo
O trecho que dá título a este texto veio no fechamento da conversa. “Antes da IA, antes do prompt executado, existe a gente”, disse Beto, apontando a bagagem da equipe, a história da agência e o entendimento de segmentos como indústria, comércio e área da saúde. Esse repertório inclui o contexto local — o que, para ele, voltou a ganhar peso depois de um período em que a mensagem parecia homogeneizada e global.
“O localismo passa a ter uma importância muito grande, porque a gente fala de forma muito genérica, e essa sensibilidade, ela é exclusiva da agência, ela não é de nenhuma ferramenta.” A ideia atravessa a participação: tecnologia no processo; curadoria humana no centro; território e marca como matéria de trabalho que nenhuma ferramenta entrega sozinha.
Comunicação que persiste
Entre o analógico e o digital, entre a calculadora e o prompt, a Cacto defende o mesmo princípio que o Adelor resumiu na abertura: inteligência artificial no processo e olhar humano nas decisões de marca. O Cacto Flow organiza ferramentas dentro das metodologias da agência. A recusa do selo “agência de IA” preserva a essência de trabalhar para marcas. E o localismo — a leitura de Criciúma, do sul de Santa Catarina e dos públicos reais — continua sendo diferencial de quem faz comunicação no território, e não só conteúdo genérico.
A Cacto agradece ao Programa Adelor Lessa e à Rádio Som Maior pelo espaço.
Sobre a Cacto
A Cacto Publicidade é uma agência de branding e comunicação com mais de 20 anos de atuação no sul de Santa Catarina. Integra estratégia, criação e tecnologia — entre elas o Cacto Flow, ecossistema de ferramentas integrado às metodologias da casa — com curadoria humana na construção de marcas.
Cacto Editorial
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